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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Oração cigana para encontrar um amor




Minha estrela reluzente, aquela que mais brilha no céu.
Vai até o coração de alguém que ainda acredita no amor.
Que as fitas coloridas do povo cigano, enlacem essa pessoa e a tragam para junto de mim.
Com mel e o vinho cigano, eu chego pelo tempo até você, que precisa do meu amor.
Alguém que venha me amar, com intensidade, mas sabendo ser doce e meigo (a) comigo.
Que a força da energia cigana o (a) traga para mim.
Que a força do amor que eu tenho seja capaz de envolvê-lo (la).
Ofereço às ciganas encantadas essa oferenda, como alguém que oferece uma taça de amor.
Alguém que esteja sedento (a)  chegará com a força de um leão (leoa) feroz, mas será manso(a) como um carneiro para o amor.
Chegará e me envolverá com a força do amor caliente.
Chegará para libertar a alma cigana que existe em mim, e, assim, podermos chegar à estrada do amor.
Ciganas Encantadas, que suas forças se façam presente, abrindo os meus caminhos para que eu possa viver um amor cigano.
Assim seja para o bem de todos.
OBS: Faça esta oração olhando para o céu de preferencia na lua cheia ou crescente.


“Bar Lachi !”  (Boa Sorte!)

domingo, 1 de dezembro de 2013

O Deus Sol





Desde os primórdios encontramos na mitologia inúmeros casos de adoração das pessoas ao Sol. O porquê disso é fácil entender, pois a cada manhã o surgimento do Sol afasta a escuridão da noite, trás o calor e a visão das coisas proporcionando uma sensação de segurança. Os cultos agrários estavam intrinsecamente ligados ao culto ao sol e as estrelas, pois sem ele nada cresceria e não haveria tempo certo para o plantio.



Diversas civilizações já adoraram o Sol como Deus a saber:  Egito, Asteca, Inca, chinês, japonês, grego ou religiões hindus. Considera-se que o culto do Sol pode ter surgido como uma monolatria e depois como  monoteísmo propriamente dito.

Por outras palavras, as primeiras civilizações não só seguiam o Sol e as estrelas, como também as personificavam através de mitos que envolviam os seus movimentos e relações.
O Sol, com o poder criado e salvador foi também personificado à semelhança de um criador invisível ou deus. Era conhecido como “Filho de Deus”, “Luz do mundo”, “Salvador da humanidade”. Igualmente, as 12 constelações representaram lugares de viagem para o Filho de Deus, e foram nomeados e normalmente, representados por elementos da natureza que aconteciam nesses períodos de tempo. Por exemplo, Aquários, o portador de água, que traz as chuvas de Primavera. Na perspectiva de quem está no hemisfério Norte. [1].

 No dia 25 de dezembro se comemora o dia do Deus Sol, que coincide com o Natal dos cristãos. Vamos fazer uma pequena respectiva para saber como isso e também perceber a tamanha importância desse evento para várias culturas.

1.1 Os deuses solares
Rá é considerado a principal divindade da mitologia egípcia, conhecido como o deus sol, devido à importância da luz para a produção dos alimentos, e, é também denominado como o criador dos deuses e da ordem divina.
A sede do culto do deus nacional do Egito ficava em Heliópolis o mais antigo centro comercial do Baixo Egito. Os sacerdotes de Heliópolis atribuíram o culto de Rá o sol, criador de todos os deuses, cuja barca sagrada navegava através do céu. Quando Tebas passou a ser a capital da dinastia dominante do Novo Império os faraós, querendo livrar-se da hegemonia do deus criado pelos sacerdotes, uma obscura divindade tebana, Amun tornou-se o poderoso Amom-Ra[2].
Nada disso reduziu a supremacia de rá. A junção de Amon-Rá traz o significado de culto ao sol (Amon = culto, e, Rá = sol). Dentre as crenças egípcias, o culto ao deus Sol se sobressaiu, pois teve durabilidade de vinte séculos como culto oficial durante a monarquia faraônica.

O deus Sol era entendido em quatro fases: a primeira ao nascer do sol, recebendo o nome de Khepri (ou Kopri); a segunda ao meio-dia, sendo contemplado como um pássaro ou um barco a navegar; a terceira ao pôr-do-sol, visto como um homem velho que descia à terra dos mortos; na quarta fase, durante a noite, era visto como um barco que navegava ao leste preparando-se para o dia seguinte, onde tinha de lutar ou fugir de Apep (de acordo com alguns teóricos, denominado também como Apópis), a grande serpente do mundo inferior que tentava devorá-lo[3].

Hórus
Hórus é o Deus Sol do Egito por volta de 3000 a.C. Ele é o Sol, antropomorfizado, e a sua vida é uma série de mitos alegóricos que envolvem o movimento do Sol no céu. Dos antigos hieróglifos Egípcios, se soube muito sobre este Messias Solar.
Hórus, sendo o Sol, ou a luz, tinha como inimigo o Deus Set, que era a personificação das trevas ou noite.  E metaforicamente falando, todas as manhãs, Hórus ganhava a batalha contra Set, quando ao fim da tarde, Set conquistava Hórus e o enviava para o mundo das trevas.
É importante saber que “Trevas versus. Luz” ou “Bem versus. Mal” tem sido uma das mais onipresentes dicotomias mitológicas e religiosas até os dias atuais.
Segundo pesquisa na Wikipédia Hórus foi dito ser o céu, ele foi considerado para conter também o sol e a lua. Ele disse que o sol era seu olho direito e a lua seu olho esquerdo que atravessaram o céu.
Mais tarde, a razão por que a lua não era tão brilhante como o sol foi explicado por um conto, conhecido como As Contendas de Hórus e Seth, originários como uma metáfora para a conquista do Alto Egito por Baixo Egito em cerca de 3000 aC. Neste conto, dizia-se que Set, o patrono do Alto Egito, e Hórus, o patrono do Baixo Egito, tinha lutado para o Egito brutalmente, com nenhum lado vitorioso, até que finalmente os deuses do lado de Hórus.
Como Hórus foi o vencedor final, tornou-se conhecido como Haurísseis , Heru-ur ou Har-Wer (wr ḥr.w 'Horus, o Grande'), mas mais geralmente traduzido como Horus, o Velho . Na luta Set tinha perdido um testículo, explicando por que o deserto, que Set representava, é infértil. Olho esquerdo de Hórus também havia sido arrancado, em seguida, um novo olho foi criado por parte de Khonsu, o deus da lua, e foi substituído.
Horus era ocasionalmente mostrado na arte como um menino nu, com um dedo na boca sentado em um lótus com sua mãe. Sob a forma de um jovem, Horus foi referido como Neferhor . Este é também escrito Nefer Hor , Nephoros ou Nopheros ( ḥr.w nfr ) que significa “O Bom Horus ‘“.
Heru-pa-khered (Horus, o Jovem), Harpócrates, pelos gregos Ptolomeu é representado na forma de um jovem vestindo uma mecha de cabelo (um sinal de juventude) sobre o direito de sua cabeça, enquanto chupando o dedo. Além disso, ele geralmente usa as coroas unidas do Egito, a coroa do Alto Egito e a coroa do Baixo Egito. Ele é uma forma de o sol nascer, o que representa sua primeira luz.
Her-ur (Horus o Velho), nesta forma ele representava o deus da luz e que o marido de Hathor. Ele foi um dos mais antigos deuses do antigo Egito. Ele tornou-se o patrono da Nequen (Hierakonpolis) e o primeiro deus nacional (Deus do Reino). Mais tarde, ele também se tornou o patrono dos faraós, e foi chamado o filho de verdade. - significando o seu papel como um defensor importante de Maat . Ele era visto como um grande falcão com as asas estendidas, cujo olho direito era o sol e o que restou foi à lua. Nesta forma, ele às vezes era dado o título Kemwer , ou seja, (a) grande preto (um) . A forma grega de Her-ur (ou Har wer ) é Haroeris . Outras variantes incluem Hor Merti 'Horus dos dois olhos' e Horkhenti Irti . [4]
Utu/Shamash
O deus sol era chamado pelos sumérios de Utu e pelos semitas de Shamash que eram os deuses tutelares das cidades de Larsa (atual Senkerah) e de Sipar (cidade de Abu Habba), respectivamente. ““Sua tarefa específica era a manutenção de um princípio o qual sumérios e semitas atribuíam grande importância e que designavam por termos que significavam “retidão”, correção”, verdade e também “justiça”[5].
Segundo a Mitologia Suméria, Shamash é filho de Nanna, o Deus Lua, e irmão de Inanna, a Vênus Sumeriana (Chamada na acádia de Ishtar). Juntos eles representavam a tríade Celeste (Sol, lua e estrela). Em ambos lugares era um dos mais proeminentes Deuses para o qual se dedicavam culto, onde se mantinham templos chamados de E-barra (ou E-babbara) “a casa brilhante” uma alusão direta ao brilho do sol[6].
 Mitras
No Hinduísmo, os Adityas são um grupo de deidades solares, filhos de Aditi e Kasyapa. No Rigveda, eles são as sete deidades do céu. O chefe deles é Varuna, seguido por Mitra, Aryaman, Bhaga, Daksha, e Ansa. O sétimo Aditya é provavelmente o Sol, Surya ou Savitar. Como uma classe de deuses, os Adityas Rigvêdicos são diferentes dos Vishvedeva. No Yajurveda (TS), seu número é oito. No Brahmanas, seu número foi aumentado para doze, correspondendo aos doze meses do ano.
Hélio
Hélio (latinizado como Helius) é a personificação do Sol na mitologia grega. Hélio é filho dos titãs Hiperião e Teia (ou Tia), tendo como irmãos Eos ou Aurora e Selene, a Lua .
A sua cabeça é coroada por uma auréola solar. Circula a terra com a carruagem do sol atravessando o céu para chegar, à noite, ao oceano onde os seus cavalos se banham. Nada do que se passa no universo escapa ao seu olhar, sendo frequentemente convocado por outros deuses para servir como testemunha. De acordo com o autor romano Ovídio, Hélio conduz uma carruagem puxada por quatro cavalos luminosos: Pírois, Eoo, Éton e Flégon.
Com o passar do tempo, Hélio é cada vez mais identificado com o deus Apolo. No entanto, apesar de seu sincretismo, eles foram muitas vezes vistos como dois deuses distintos (Hélios era um Titã, enquanto Apollo é olímpico). O equivalente de Hélio na mitologia romana é Sol, especificamente Sol Invictus.
Alaunous
Na religião galo-romana, Alaunus ou Alaunius é um deus gaulês do sol, de cura e de profecia. Seu nome é conhecido das inscrições encontradas em Lurs, Alpes-de-Haute-Provence na France sulista (na forma dativa Αλα[υ]νειουι) e em Mannheim na Alemanha ocidental. Na última inscrição, Alaunus é usado como um epíteto de Genius Mercúrio.
Belenus
Na mitologia céltica, Belenus (também conhecido como Belenos) foi uma deidade cultuada na Gália, Britânia e nas áreas célticas da Áustria e Espanha. Foi o deus do Sol celta e tinha templos em Aquiléia do Adriático a Kirkby Lonsdale na Inglaterra. Ele é Senhor da ciência, da cura, das fontes quentes, do fogo, do sucesso, da prosperidade, da purificação, da colheita, da vegetação, da fertilidade e do gado.
A etimologia do nome é obscura. Sugestões incluem "brilhante único," "o único luminoso" e deus "henbane".
Ele pode ser a mesma deidade que Belatu-Cadros. No período do Império Romano era identificado com Apolo. Existem correntemente inscrições conhecidas dedicadas a Belenus, concentradas principalmente na Aquiléia e na Gália Cisalpina, mas também se estendem à Gália Narbonense, a Noricum e mais além. Imagens de Belenus às vezes o mostram estando acompanhado de uma fêmea, imaginada como a deidade gaulesa Belisama.
Na Gália e Britânia antiga, Apolo pode ter se igualado a quinze ou mais diferentes nomes célticos e epítetos (notavelmente Grannos, Borvo, Maponus, Moritasgus e outros). De acordo com Margot Alder em seu livro "Drawing Down the Moon", o Druida Isaac Bonewits refere-se a um deus, Be'al, o qual ele descreve como uma personificação masculina de Essência. Isto reflecte no conceito de Keating de Beil ou Bel como um deus chefe ou deus-pai.
Porém, para Thomas Bulfinch em sua obra “O Livro de Ouro da Mitologia. História de deuses e heróis”. Nela o autor afirma que os druidas ensinavam a existência de um deus, a quem davam o nome de “Be’al”, que, segundo os entendidos significa “a vida de tudo” ou a fonte de todos os seres. Ao que parece Be’al tem afinidades com Baal dos fenícios. “O que torna essa afinidade mais notável é o fato de os druidas, do mesmo modo que os fenícios, identificarem aquela sua divindade suprema com o sol. O fogo era considerado como símbolo da divindade.”
Na verdade não se pode concordar com esse autor pois, embora  os mitos que o panteão ugarítico fosse dominado por três divindades principais, a saber: El, Hadad( conhecido como Ba’al) e a deusa Nanat .O deus Ba’al parece ter entrado tardiamente nesse panteão e provavelmente foi introduzido por um imigrante. Ao que se sabe ele era um deus guerreiro divino, geralmente Ba’al retratado armado de punhal, maça e lança. Jovem e vigoroso, e comumente chamado de “o poderoso”, “o mais poderoso dos heróis”, príncipe” e também aquele que cavalga as nuvens, dando a entender que esse deus é ligado ao céu, mas não diretamente ao sol como nos afirma Cohn.

[...] como outros guerreiros divinos, era um deus da tempestade e da chuva. Ele se manifestava sobretudo nas violentas tempestades de outono e no final do inverno. Dizia-se que determinava a estação certa para as chuvas e abria as nuvens quando chegava à época de umedecer o solo gretado e prepara-lo para o cultivo. Também podia ser aterrorizador: suas setas em forma de relâmpago e sua voz em forma de trovão faziam com que as montanhas cambaleassem e tremessem, convulsionando a terra. [...] cabe a Ba’al a responsabilidade de garantir realização das intensões benévolas de El.[7]

1.2 O Sol Invictus
O Sol Invictus (Sol Invicto, em latim) foi um título religioso aplicado a três divindades distintas durante o Império Romano tardio. O título Deus Sol Invictus, ao contrario das culturas agrarias que o cultuam foi criado no Império Romano tardio por analogia ao título imperial pius felix invictus ("pio, feliz, invicto").
Os romanos fizeram uma festa em 25 de dezembro chamado dies natalis Solis Invicti, "o nascimento do sol invicto". O uso do título Sol Invictus permitiu várias divindades solares deve ser adorado em conjunto, incluindo Elah-Gabal , um deus sol sírio; Sol , o deus patrono do imperador Aureliano (270-274 dC), e Mithras , o deus de um dos soldados persa origem. Imperador Heliogábalo (218-222) introduziu o festival, e atingiu o auge de sua popularidade sob Aureliano, que promoveu como um feriado em todo o império. 
Posteriormente o título invictus ("invicto") foi aplicado a Mitra e também a Marte. Por volta de 270.d.c, o imperador Aureliano introduziu um culto oficial do Sol Invicto e transformando do Deus Sol, a primeira divindade do império.
O Sol de Aurélio tem muitas características próprias do Mitraísmo, incluíndo a representação iconográfica do deus com juventude sem barba. O culto de Sol Invicto continuou a ser uma base do paganismo oficial até ao triunfo da cristandade - antes da sua conversão, até o jovem imperador Constantino tinha o Sol Invicto como a sua cunhagem oficial.
Do culto ao Deus Sol, atualmente só permanece a data, 25 de dezembro, que era o dia de adoração dos romanos a este deus saído das cavernas e cujo dia de celebração os cristãos aproveitaram para consagrar como sendo o dia do nascimento de Cristo por ele ter sido declarado "a luz do mundo", sendo assim, para contento do Imperador recém-convertido declarado o tal dia, mas não há nenhuma relação do Catolicismo com o Mitraísmo.
Segundo New Schaff-herzog Enciclopedia of Religious Knowledge (Enciclopédia de conhecimentos religiosos) explica-o claramente no seu artigo sobre o "Natal".  Não se pode determinar com precisão até que ponto a data da festividade dependia da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o "Novo Sol"...
 As festividades pagãs, Saturnália e Brumária estavam a demais profundamente arraigadas nos costumes populares para serem abandonadas pela influência cristã...
 A festividade pagã acompanhada de bebedices e orgias agradavam tanto que os cristãos viram com o agrado uma desculpa para continuar a celebrá-la em grandes alterações no espírito e na forma. Pregadores cristãos do Ocidente e do Oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam os irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao Sol, por aceitarem como Cristã a festividade pagã. Não podemos esquecer que o mundo romano era pagão antes do século IV, os cristãos eram poucos em número, embora aumentassem, eram perseguidos pelos pagãos.
Porém, com a chegada de Constantino, como imperador, que no século IV fez profissão pública de fé cristã, colocando o cristianismo ao mesmo nível do paganismo, o mundo romano passou a aceitar esse cristianismo popularizado pelo imperador. Porém, lembre-se que eles haviam sido criados em costumes pagãos, dentre as quais 25 de dezembro era a maior das festividades idólatras.
Este mesmo artigo da enciclopédia Shaff-Herzog de conhecimentos religiosos, explica como a aprovação dada por Constantino do domingo, dia em que os pagãos adoravam o Sol, e como a influência do maniqueísmo pagão que identificava o filho de Deus como o Sol físico, proporcionou a esses pagãos do século IV, agora "convertidos" em massa ao "cristianismo" o pretexto necessário para chamar a festa de 25 de dezembro (dia do nascimento do deus-Sol) de dia do nascimento do filho de Deus.

1.3 As deusas solares
Com este pequeno levantamento podemos perceber que as figuras que elencamos que dão conteúdo explícito à imagem do sol são masculinas. Mas nem sempre foi assim, primitivamente a Lua era masculina e o Sol feminino, ainda assim é nas línguas semitas, germânicas e celtas e também nas tradições populares (onde se diz que “a Lua engravida as mulheres”).[8]
Isso aconteceu devido à expansão helenismo, ao que sabemos primitivamente, Artemis identificava-se com sua mãe, Leto (ou Latona), tal como Core-Perséfone era a dupla da mãe Deméter: ela representava o Sol jovem, o Sol levante, por oposição a Leto que personificava o velho Sol, o Sol poente (tal como Core era a jovem filha, ou seja, a Terra jovem, em face de Deméter, a velha Terra, o conhecido mito da renovação).
A partir do momento em que as divindades femininas foram masculinizadas, e também porque era impossível esquecer completamente o seu aspeto feminino, conservou-se a personagem de Artemis, apondo sê-lhe no entanto um paredro macho, o seu irmão Apolo, o qual monopolizou o aspeto solar, ao mesmo tempo em que Artemis era remetida para a noite transformando-se em Deusa-Lua. O mesmo aconteceu no Egito onde Osíris tomou o lugar de Isis como Sol poente enquanto Hórus se tornava o Sol levante[9].

1.4 Outras divindades ligadas ao sol em outras culturas.
De forma alguma é nossa intensão nos estendermos ou esgotar o assunto por isso segue uma lista de algumas culturas que possuem suas representações e culto ao deus sol que não foram citadas acima, apenas como forma de ilustrar o trabalho.
No panteão religioso mexicano , o Sol foi considerado uma divindade muito importante por causa de suas crenças , eles usavam sacrifícios humanos , para entregar o seu " sopro divino " Tonatiuh do sol e mantê-lo vivo .
A cultura Inca, se estabeleceram no que é agora o Peru, Equador, Bolívia, Chile e parte da Argentina teve como uma divindade chamada Inti , o Deus Sol . O Inca ou imperador era considerado o filho de Inti . Considerado por dinastias incas como o Supremo Criador. Com a colonização espanhola , a religião católica e imposta , os súditos do império Inca foram obrigados a parar e adorar . A esposa de Inti , Keel, era a lua , deusa das mulheres e das tarefas das mulheres.
No Peru, o Deus Sol chamou os chefes dos Incas , segundo eles, eram o Sol e diz-se na lenda de Manco Capac e Mama Occlo eles foram enviados por seu pai o Sol
Na simbologia cristã identifica Cristo com Helios e do círculo da eternidade .
O Sol e a Lua simboliza o ouro e a prata , rei e rainha, alma e corpo.
O Sol e a Lua na crucificação simbolizam as duas naturezas de Cristo .
O Sol é a morada do arcanjo Miguel . A Lua é a morada do arcanjo Gabriel .
O Sol é o Pai Universal. Terra Mãe Natureza e simboliza a fertilidade .
Amaterasu é a deusa do sol no Xintoísmo e ancestral da família imperial do Japão , de acordo com a religião.
As Canárias teve Tamazight cultura divindade do Deus Sol , que foi chamado Abora Magec ou como ilhas.

Considerações finais
Como podemos perceber há registos de observações do Sol desde os tempos remotos. Pois o sol sempre foi perceptível à humanidade por nos fornecer luz e calor, e por isso é essencial para a nossa existência. Por isso algumas civilizações da adoravam o Sol como um deus.
Muito embora não tenhamos nos referidos no texto acima a importância do Sol para o dia-a-dia das pessoas era tamanha que elas ergueram monumentos, para marcar a sua passagem no céu ao longo do ano. Naquela época não existiam calendários, então esses monumentos eram indicando as mudanças de estação e as alturas para plantar ou colher as colheitas.
Alguns deles sobreviverem ao tempo e ainda hoje podem ser encontrados é o caso de: Stonehenge (Inglaterra), ou o Cromeleque dos Almendres (Beja, Portugal).
Estes serviam para acompanhar o Sol e também como local de culto. Muito embora eventos como o helenismo e o cristianismo tenham relegado as figuras femininas um papel secundário nessa cultuação é evidente que nada se faz sem a contra parte feminina.
No terceiro século culto ao sol foi adaptado pela Igreja Católica para permitir a conversão dos povos pagãos sob o domínio do Império Romano, sendo dessa maneira vinculado ao nascimento de Jesus de Nazaré o deus cristão, mas mesmo sendo resinificado ele continuou existindo.
 Por isso, o natal têm alguns de seus costumes populares e temas comemorativos origens pré-cristãs ou seculares. Costumes populares modernos típicos do feriado incluem a troca de presentes e cartões, a Ceia de Natal, músicas natalinas, festas de igreja, uma refeição especial e a exibição de decorações diferentes; incluindo as árvores de Natal, pisca-piscas e guirlandas, visco, entre outras como o Papai Noel é uma figura mitológica popular em muitos países, associada com os presentes para crianças.
 As tradições de Natal hoje incluem troca de presentes e folia do festival romano da Saturnalia; verde, luzes e caridade do Ano Novo Romano, madeiros do Yule e diversos alimentos de festas germânicas.
 Mas o culto ao deus sol não morreu entre as culturas ditas como pagãs. Os festivais de inverno sempre foram os festivais mais populares do ano em muitas culturas. Entre as razões estava à diminuição do trabalho durante o inverno, devido à expectativa de melhores condições meteorológicas com a primavera que se aproximava favorecia as comemorações.
A Escandinávia pagã comemorava um festival de inverno chamado Yule, realizado do final de dezembro ao período de início do janeiro. Como o Norte da Europa foi à última parte do continente a ser cristianizada, suas tradições pagãs tinham uma grande influência sobre o Natal. Os escandinavos continuam a chamar o Natal de Jul.[10]
Os pagãos continuam a comemorar comemoram o solstício de verão no dia 21 de dezembro aqui no hemisfério sul. É festival é conhecido como a Luz do Verão, é o êxtase máximo da união sagrada, onde o poder da criação está mais ativo e o Sol finalmente atingiu o seu apogeu. A natureza encontra-se plena de luz e magia. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 21 de junho.
Esta é a época para se homenagear o Sol e nas tradições pagãs costuma-se pular fogueiras para a purificação, a fertilidade, a saúde e o amor. É quando se abre o portal entre Beltane[11] e Lughnasadh[12]. É o dia mais longo do ano, no ápice do verão. É um dia para meditar sob o sol da manhã, celebrando durante todo o dia até o anoitecer, trazendo assim, toda magia solar para o seu interior.
Concluo que em primeiro lugar mesmo que a tradição tenha sido adaptada por outras culturas e a celebração do dia do sol se chame natal ou mesmo que enquanto aqui no hemisfério sul, estejamos comemorarmos o solstício de verão, e que no hemisfério norte eles estejam comemorando o solstício de inverno, não muda o fato de que a natureza não para elaborar os seus ciclos de morte e renascimento.
E que não importa a tradição que se siga este é um momento de reflexão e de agradecimento ligado a nosso família carnal e espiritual, um momento de maior interação, pois todas as nossas conquistas estão ligadas as pessoas que nos cercam. Este é o momento de renovar os laços. Então não importa o nome que se dê a nossa comemoração, o importante é que estejamos junto às pessoas que nos ajudaram a plantar nossos sonhos. Está é a comemoração de um trabalho bem feito ao longo do ano e ninguém consegue comemorar ou colher sozinho o que precisou de outras pessoas para plantar.
Bom solstício de verão a todos.
Feliz Natal.
Que assim Seja!
Att
Lilian Ghisso

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[1] Sol o Deus. Jesus a farsa (parte1). Disponível em: http://ricardomonteiro.org/?p=146
[2] COHN, Norman. Caos cosmos e o mundo que virá. As origens das crenças no apocalipse. Editora: Companhia das Letras .p.20.
[3]NASCIMENTO, Alex Federele do. Rá. Disponível em: http://www.infoescola.com/civilizacao-egipcia/ra/
[4] http://en.wikipedia.org/wiki/Horus
[5] IBID,p.55.
[6] BRITO, Daphene. Shamash Todo o Poder do deus Sol. Disponível em: http://dragaosumeriano.blogspot.com.br/2010/03/shamash-todo-o-poder-do-deus-sol.html
[7] IBID, p.165.
[8] FRAZÃO, Luiza. DEUSAS SOLARES - CAÍDAS E REMETIDAS PARA A NOITE. Disponível em: http://adeusanocoracaodamulher.blogspot.com.br/2013/05/deusas-solares-caidas-e-remetidas-para.html
[9] Idem.
[10] Natal. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Natal
[11] Beltane: festival celta ainda comemorado nos dias atuais, reconhecido nas comemorações da Festa da Primavera, mas que originalmente marcava o verão. É o mais alegre dos festivais celtas, onde os participantes dançam, e se alegram nas voltas da fogueira.
Beltane é o festival da fertilidade, simbolizando a união entre as energias masculina e feminina, a fertilidade da terra e os fogos do deus celta Belenus, e toda sua energia e luz.
Durante o festival, eram acesas fogueiras nos topos dos montes e lugares considerados sagrados, sendo um ritual importante nas terras celtas. E como tradição, as pessoas queimavam oferendas como, por exemplo, totens para que o poder do fogo fosse passado ao rebanho e, pulavam as fogueiras para que se enchessem das mesmas energias poderosas.
[12] Lughnasadh é celebrado no dia 1° de fevereiro (Feabhra). "Lá Lúnasa" é um dos quatro Festivais Celtas do Fogo e, basicamente, um ritual agrícola de agradecimento, onde se comemora o primeiro dos três festivais da colheita, dedicado ao Deus Lugh, seu nome significa "Luz" - belo como o Sol. O Deus dos ferreiros e das muitas habilidades. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 1° de agosto.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

TALISMÃ DE ATRAÇÃO



Coloque um quartzo rosa  em água doce sob a luz da lua e deixe durante todo o período da lua cheia ofereça a Vênus.
«Poderosa Vénus, senhora do amor, senhora dos meus destinos :  que está pedra fique impregnada de sua energia.  Aceitai minha adoração, aceitai meu puro coração. Vinde a mim e partilhai seus encantos e me inflamai com a poderosa chama do irresistível amor de quem sois imperatriz. Assim seja
Recolha a taça e guarde em um lugar escuro durante o dia.

No último dia da lua recolha a pedra e coloque num pequeno saquinho, que deverá andar  sempre junto ao seu corpo: será um fortíssimo chamamento ao amor.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Banho da Oxum para tornar-se irresistível para seu amor.

Material
2 litros de água mineral
1 colher de erva doce
7 folhas de saião. (folha da fortuna; folha da costa)
Casca de maçã seca
Água de flor de laranjeira.  (encontra-se em lojas especializadas de produtos de Candomblé)
Água de rosas brancas.  (encontra-se em lojas especializadas de produtos de Candomblé)
Açúcar Mascavo
1 fava de Pichulin ralada. (encontra-se em lojas especializadas de produtos de Candomblé)
Uma colher de pau
Papel com o nome da pessoa amada escrito 5 (cinco)vezes
Como fazer
Faça um banho de descarrego ( arruda, guiné  e alecrim) três dias antes, sempre do pescoço para baixo. Isso serve para afastar as energias negativas que possam estar influenciando.
Ferva tudo os ingredientes secos  por 7 minutos, apague o fogo acrescente um o açúcar e mexa com uma colher de pau enquanto pede para Oxum que a torne irresistível para seu amor.
Depois do seu banho normal, despeje este banho do pescoço para baixo. Recolha os restos do banho  (você pode coar o banho antes de utilizar) não se enxugue deixe o banho secar no seu corpo sempre fazendo seus pedidos. Com o que sobrou do banho faça uma da porta da sua casa para dentro, chamando  o nome da pessoa amada e pedindo a Oxum que a torne irresistível .Deixe queimando nos fundos da casa.
Repita por 5 dias seguidos.
O que sobrar das defumações deve ser colocado em um verdinho sem espinhos.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Atraindo um novo amor

Feitiço para atrair um novo amor.
Faça nas noites de lua cheia.



Ingredientes:
1 litro de água  mineral;
10 gramas de pétalas de calêndula;
10 gramas de flor de maracujá;
5 gramas de folhas de arruda;
5 gramas de flores de violeta.
Ferva a água em um recipiente de cerâmica enquanto vai  repetindo o seguinte encantamento:

 “Ervas da natureza, que sentem frio e calor, envolvam todo meu ser em beleza e me tragam um novo amor.”

Apague o fogo e deixe descansar por cerca de 20 minutos com o recipiente fechado. Coe, reserve o líquido numa garrafa e despeje um pouco da poção sobre o corpo por sete noites seguidas. Alguém surgirá durante esse período.

Referência: Mestre Cruz  2013

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Conheça algumas características dos filhos de cada Orixá no amor.


Exu /Bará
Exu avisa que essa pessoa às vezes é como ele confusa,  brinca com coisas sérias, nem sempre diz a verdade, prefere o que é mais fácil sem compromisso, não tem ainda um rumo bem definido para o que deseja de sua vida.
Ogum
É uma pessoa ciumenta,possessiva, fiel, magnética e adora sexo.
Oxóssi / Odé / Otim
Essa pessoa quer liberdade, é difícil de prender, também porque muitas vezes ela é imatura do ponto de vista emocional. Ela gosta de se divertir com amigos e o amor é como se fosse uma brincadeira.
Xangô
Essa pessoa tem muitas possibilidades para adquirir bens materiais. É orgulhosa e vaidosa. No caso dos homens dificilmente são fieis,tem de ser mantidos em rédeas curtas.Entretanto as mulheres de xangô são fieis por natureza.
Obaluaiê / Omulu / Xapanã
É uma pessoa reservada, pouca conversa e precisa muito de amor. pode ter sido abandonada ou rejeitada e traz marcas desse trauma. Essa pessoa tem natureza de solteirão.
Oxalá
Essa pessoa tem respeito, moral e é cumpridora de seus deveres . Porém é lenta . Se você pretende casar nunca deixe a decisão para ela pois pode levar anos. Mas uma união comum filo de oxalá é prospera. São teimosos e donos da verdade.
Iansã/ Oya
Essa é uma pessoa intensa e apaixonada, mas de temperamento difícil.Tem um grande coração e gosta de ajudar a todos , não perdoa traições. E costuma ser muito  fiel enquanto estiver amando.
Iemanjá
Geralmente são pessoas cativantes entretanto é perigoso apostar no que se vê em um primeiro momento. É preciso avaliar o quanto de sinceridade há em suas palavras. essa pessoa gosta de festas. se importa muito com aparência física e quer que você faça boa presença para amigos e para sua família. Um pouco sonhadora as vezes se deixa levar por fantasias. Mas costumam preservar muito a familia.
Oxum
está é uma pessoa insegura e pode acabar fazendo ma casamento por causa disso. É uma pessoa que precisa de elogios e carinho na mesa e na cama.
Nanã
Essas são pessoas extremamente calmas, tanto que até irritam. No amor tendem a ser fieis quando escolhem um parceiro. Tem uma incrível capacidade de perdoar pequenos deslises. Tem uma tendencia a viver no passado isso as impede de se lançarem em novos relacionamentos. Por isso dê o primeiro passo e o segundo se assim for preciso.
Euá
Essa é uma pessoa que se pode amar com segurança ela tem poucos defeitos. O preocupante nessa relação é que muitas vezes se deixam influenciar por outras pessoas.
Obá
Esta é uma pessoa dedicada e honesta, mas não esqueça que provavelmente já sofreu por amor. E gato escaldado tem medo até de água fria. Mas a primeira motivação nesse relacionamento é o sexo mesmo que a pessoa pareça apagada e triste tem muito a oferecer.
Ossain/ Ossãe
São pessoas equilibradas controlas seu sentimento e emoções. São pessoas reservadas que preferem o isolamento.apreciam a independência e só fazem o que gostam, são livres das convenções sociais. É uma pessoa metódica, protetora e pouco ciumenta. Presa que a união atenda suas necessidades da alma mais do que do corpo. Há uma tendencia homossexual nessas pessoas.
Oxumaré
São pessoas inconstantes , mas não infiéis, sua principal característica é a franqueza. É uma pessoa voltada para si mesmo e as complicações nos relacionamentos são constantes e vem do lado externo. Geralmente se prendem a valor materiais e adoram ostentar riqueza.
Logum Edé
Esta é uma pessoa difícil de se prender em uma relação definitiva embora seja muito amiga e de se entregar em seus relacionamentos. Sua marca é a superficialidade e ainda podem ser arrogantes, prepotentes e mandões. São de difícil convivências pois tem um ego muito definido.
Ibejis/ Vungi
Esta é uma pessoa muito imatura com pouca capacidade de assumir um relacionamento sério, gosta mesmo é de brincar com o amor., mas são amantes hiperconstantes.










domingo, 8 de setembro de 2013

Ébo para abrir caminhos Maria Padilha

Material
1alguidar médio
farinha de milho
dendê
um bife de carne de gado
2 cebolas roxas
7 rosas vermelhas abertas
1 taça
1 cidra
7 cigarrilhas
7 caixa de fósforos
7 velas bicolores preta e vermelha
1 toalha de cetim vermelho de 70 X 70 centímetros
Modo de fazer
Em uma segunda - feira coloque um pouco de farinha de milho no alguidar e acrescente um pouco de dendê.Misture com as mão até que pareça uma farofa.Passe o bife no azeite de dendê e coloque em cima da farofa, depois corte as cebolas em rodelas e enfeite. Corte o talo das rosas e distribua ao redor do prato. Faça uma toalha de cetim vermelho e risque o ponto de Maria Padilha da encruzilhada com gliter ou tinta dourada.
Faça seus pedidos e vá ate uma encruzilhada aberta.
Coloque a toalha em um dos cantos da encruzilhada e posicione o alguidar no centro do lado direito do alguidar coloque as  cigarrilhas acessas sobre as caixas de fosforo. Não esqueça de verificar de as caixas de fósforos estão abertas mostrando a cabeça dos palitos. Do lado esquerdo coloque a taça. Na frente do trabalho ascenda as 7 velas uma ao lado da outra.Abra a cidra sirva a taça e circule o trabalho derramando a bebida no chão fazendo um circulo da direita para a esquerda. Coloque a garrafa ao lado da taça . Faça seus pedidos e a oração para Maria Padilha. De sete passos de costa vire e não olhe para trás. Quando chegar em casa faça um saquinho pequeno de cetim vermelho e coloque a oração.faça um patuá e carregue sempre com você.

ORAÇÃO MARIA PADILHA
São 12 horas em ponto o sino já bateu.O vento faz a poeira subir o vento levará todo o mal que estiver no meu corpo, no meu caminho e na minha casa. Em nome de Maria Padilha Rainha das 7 Encruzilhadas  todo o mal se afastara de minha vida.Salve a senhora da noite. A partir do momento que os ponteiros do relógio se separarem eu estarei livre de todos os males espirituais e materiais . Maria Padilha Rainha das & encruzilhas há de clarear os meus caminhos agora e sempre.

sábado, 24 de agosto de 2013

OFERENDA PARA FAZER PEDIDOS ( POMBA -GIRA)

Farinha de milho
mel
7 doces finos
7 moedas de maior valor
7 velas bicolores (vermelha e preta)
1 alguidar médio
1 caixa de fósforo
7 cigarros.
coloque um pouco de farinha no alguidar acrescente mel e misture com os dedos. Faça os pedidos. Distribua os doces dentro do alguidar e acrescente uma moeda em cada um. ascenda as velas e os cigarros ao redor da oferenda da direita para a esquerda. Leve a uma encruzilhada aberta. Faça esta oferenda somente nas luas crescente ou cheia.



segunda-feira, 3 de junho de 2013

ESPAGUETE DE EROS (poderoso condutor de sexualidade)

Espaguete de Eros

Ingredientes:

300 gr de espaguete- Sol
1/4 de xícara de queijo parmesão ralado - Vênus
1/4 de xícara de queijo cheddar ralado - Vênus
1/4 de xícara de queijo ementhal ralado - Vênus
1/4 de xícara de queijo gouda ralado - Vênus
1/2 xícara  de creme de leite fresco - Vênus
1 colher de sobremesa de manteiga- - Sol
Pimenta do reino - Marte
1 colher de sobremesa de basil ou manjericão.

Faça esse feitiço em uma quarta -feira
Horário para fazer o feitiço:  19 hs  - noite
             02 hs- madrugada
             09 hs- manhã


Antes de começar o feitiço acenda velas cor de rosa e pendure nos cantos da casa ramos de manjericão. Queime incenso de rosal e salpique a casa com água de rosas .
Imagine-se banhado por uma luz rosa, essa luz entra em seu ser até que você se torne todo luz rosa.
Então de seu coração começam a sair  raios de luz rosa de seu coração que invade todo o ambiente . Sinta-se amado,seguro e agradecido pelo amor que já recebeu e que é capaz de dar.

Agora voêc está pronta (o) para cozinhar em seu ambiente mágico.
Cozinhe o macarrão e escorra. Misture os queijos, o creme de leite e a manteiga em uma panela mantenha em fogo baixo até ferver sempre mexendo. Adicione o sal a pimenta e o manjericão. Mexa delicadamente.(Está pronto)
Sirva em uma travessa vermelha e enfeite os partos com pétalas de rosa.Coloque na mesa uma toalha branca perfumada de óleo de rosas. Coloque no ambiente alguns girassóis. Acenda incenso de rosas e velas  vermelhas, brancas e rosas. Nos cantos da casa coloque ramos de manjericão.
 Consagre esse feitiço a Vênus e a Eros.
Não esqueça das taças e de providenciar um bom vinho. E é claro uma música para completar o clima de sedução.
Obs: Um lingerie novo faz maravilhas, não se esqueça.

Aproveite.


ORAÇÃO DE IMHOTEP (para tornar-se acessível as coisas do amor)

ORAÇÃO DE IMHOTEP

A oração vem do Egito recite todos os dias.


" Vive de acordo com teu coração. Põe óleo e mirra em tua cabeça e cobre teu corpo com os mais finos tecidos. E deixa-te bendizer pelas maravilhas dos deuses. Não deixes que teu coração seja invadido pelas preocupações e pesares, até que chegue o dia da grande lamentação.
Ama, deixa-te dominar pelo amor, ama sempre, que os deuses te ajudarão. Aquele que é capaz de amar viverá eternamente, pois a barca dos céus o levará ao julgamento de Osíris e assim passará pelas portas secretas que levam ao céu."



FARELLI,  Maria Helena. Como agarrar seu homem pela magia. 13° Edição. Rio de Janeiro:Palas, 2009.



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Banho abre caminho

Mesmo para o povo de santo as coisas as vezes parecem ficar paradas, quando isso acontece faça esse banho sem medo, ele pode ser utilizado por qualquer pessoa que trara bons resultados. A não ser é claro que você tenha alergia a algumas destas ervas ou seu santo tenha quizila.

Imaginando que esse não é o caso. Depois de seu banho de higiene se esfregue com sabão da costa para tirar as energias negativas um dia antes de tomar o banho de abre caminho.
No dia seguinte depois de seu banho de higiene despeje do pescoço para baixo as seguintes ervas maceradas em um prato de barro(obero, alguidar):

Abre caminho
Vence tudo
Folha da fortuna

Vista uma roupa branca ascenda uma vela para seu anjo de guarda e peça com muita fé que ele abra seus caminhos, no amor no dinheiro e na prosperidade.

Melhores dias para utilizar o banho segunda, quarta ou sexta -feira. Lua crescente ou cheia.


Axé.

Aribibó





Aribibó

Segunda etapa das obrigações é chamada Aribibó que significa a confirmação do santo da pessoa e de suas passagens. Depois do Obi e do amací  seis meses são suficientes para a preparação da matéria para receber a energia do segundo ritual. 
O Aribibó pode ser a base de ervas e o sacrifício de uma ave, assim como podem ser sacrificadas, duas ou três aves, isso fica a cargo do sacerdote.
Está é a primeira obrigação com sangue, serve para aliviar o ori da pessoa antes do bori.
A partir desse momento a pessoa iniciada passa fazer parte do terreiro, porém ainda terá algumas limitações, não podendo ajudar em obrigações de nível maior que a sua, nem participar de rituais de balança e outros. Suas tarefas ficam limitadas aos afazeres gerais do terreiro, tais como limpeza, cozinha, organização, auxiliar um irmão de obrigação maior etc...
O iniciado receberá uma quartinha, uma guia de seu orixá. Em alguns casos recebe uma guia de seu Olori; uma de seu Ajuntó e de sua passagem. Alguns Babalorixás também disponibilizam uma guia do Exú da casa que passa ser seu guardião, e uma guia do orixá dono da casa como forma de dar melhor seguramento ao iniciado.
Todas essas disposições estão certas, pois depende da maneira como o ritual é feito, da linha de maior enfase na nação e da forma que o babalorixá valoriza esta iniciação.
Mas o Aribibó não serve apenas como iniciação ele é utilizado com segurança de saúde e como reforço para espiritualidade e preparação para um ritual maior quando o iniciado fica muito tempo sem fazer seus preceitos tem de aliviar a cabeça para receber a nova obrigação.
 

Obi



Adicionar legenda
OBI
Obi, obi d’água ou simplesmente obi. Estes nomes referem-se à mesma obrigação, voltada exclusivamente a confortar uma pessoa em um caso de doença ou desemprego, distúrbios nervosos, ou até mesmo para um iniciado dentro dos preceitos do axé orixá, quando por um motivo ou outro, o mesmo não pode passar por um bori. 

Esta obrigação tem seu nome em referência a uma fruta africana, o obi, sem a qual nada podemos realizar para os orixás, no tangente a sacrifícios, uma vez que através dela podemos sabermos se o santo está ou não satisfeito com a obrigação, etc. 

Esta obrigação é a mais simples realizada dentro do axé, no tangente a dar de comer a uma cabeça. Muito embora algumas pessoas achem que ela não tem maiores fundamentos junto com o orixá.Trata-se do ato de agradar o anjo da guarda da pessoa, seja consulente ou filho de santo, ocasião onde alimentamos Oxalà, no intuito de pedir a misericórdia para aquele filho que se encontra em tal sofrimento. 

Mas esta obrigação não cria uma obrigatoriedade do cliente com o santo ou com a casa, ela apenas serve como um modo de resolver de imediato uma questão. 

Nesta obrigação são utilizados: ebô (canjica de Òxàlà), ebô yá (a mesma canjica, porém preparada para Yemanjá e de forma diferente), o obi (que é uma fruta de origem africana), frutas variadas e doces, vela e uma quartinha com água além da comida do santo da pessoa. Em alguns casos é utilizado um pombo branco. Uma esteira nova, a pessoa deve vestir um camisu, um oja, uma saia ou calçolão branco para a realização do trabalho.

Antigamente era costume antes de uma pessoa entrar para os preceitos os zeladores realizavam o OBI como uma primeira obrigação, para daí então estudar a pessoa, ver se ela realmente tinha amor e dedicação para com os orixás, para saber se não era apenas uma empolgação momentânea.O obi era uma obrigação que funcionava como um teste para evitar constrangimentos futuros.Hoje em dia, a coisa mudou e com isso parece que a fidelidade simplesmente também desapareceu.
Infelizmente são atitudes como essa que enfraquecem o axé. porém em alguns lugares ainda encontramos pessoas com seriedade que levam o ritual a sério, são essas pessoas que zelam pela continuidade das tradições das religiões afro-brasileiras.



quarta-feira, 27 de março de 2013

Anjos- Considerações Finais



ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA
LILIAN GHISSO ARISTIMUNHO




Considerações Finais

            No Brasil desde a década de 90 tem-se ouvido falar sobre anjos dentro das várias religiões. Foi um prato cheio para a Nova Era que inundou o mercado com inúmeras publicações[1]que reunia em seu conteúdo um misto de história e esoterismo[2] de todos os tipos. O fato dessas obras não terem sido escritas por teólogos cristãos é muito preocupante, pois se popularizou no meio dos leigos uma adoração aos anjos. Alavancado pelo movimento carismático que entre outras coisas desejava desvincular-se dos cultos aos santos e devoção a Maria abriu as portas para uma interpretação da batalha espiritual explorada pelo movimento neo pentecostal. A Era de Aquário tão esperada para a virada do milênio entre os esotéricos se viu convidada a exaltar a crença em anjos e se enxertou dentro das igrejas de modo deformado até mesmo em segmentos das igrejas tradicionais.
        
            O homem não é a única criatura criada por Deus nesse espaço povoado por mundos e galáxias, dotado de capacidade de contemplação da obra divina. “Há outra classe de seres superiores ao homem”[3]São claras as evidências da crença em anjos nas religiões inseridas na Bíblia, os anjos “são configurados como mensageiros e considerados seres espirituais intermediários entre Deus e os homens”[4]. A partir da época carolíngia[5] a angelogia ganhou lugar importante dentro das práticas religiosas, a “devoção angélica é legitimada pelo concilio de Aix-la- Chapelle (789), condenando, porém a elaboração de listas com nomes angélicos[6]”. Esta parece uma tentativa de desarraigar o pensamento do povo da igreja das concepções errôneas a respeito desses seres deixados pelo judaísmo tardio, que acreditava que os anjos falavam com Deus a favor dos homens[7].“e apresentassem a Deus suas preces.”[8].
            Esse fenômeno é decorrente do que podemos chamar de paganização da Igreja católica, suas causas são inúmeras, mas entre elas, o abandono prático do Catolicismo folclórico como subscristão segundo Juan Luiz[9], até uma defesa do subcristianismo como verdadeiro cristianismo, segundo Galilea[10]. O fato é que a maioria dos cristão da América Latina estão fora do controle do catolicismo oficial. O protestantismo também sofreu mutações através dos séculos partindo de um interesse por questões como justificação é a eclesiologia dos reformadores chegando à terceira onda.[11]. Que destacam as obras do Espírito Santo, como cura expulsão de demônios, profecias e na realização de maravilha.

John Wimber (1934-1997) foi ao Seminário Fuller em 1975 a convite de C. Peter Wagner para organizar o seu Institute of evangelism and Church growth  (Instituto de Evangelismo e crescimento da Igreja). No seu discurso polemico, o MC510- The Miraculous and Church growth  ( O Milagroso e o Crescimento da Igreja) cada aula consistia em uma palestra e um período posterior de cura e “sinais e maravilhas” – uma estratégia que Wimber desenvolveu da idéia de George Ladd segundo a qual o Reino de deus veio para libertar as pessoas de Satanás e dos demônios por seus meios[12].

            A bíblia alerta para o perigo de receber falsas doutrinas de supostos anjos: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além de que vos temos pregado, seja anátema[13]” Paulo diz: “O próprio Satanás se transforma em anjo de luz[14]”. Assim também o profeta mentiroso enganou um homem de Deus[15].
            Sendo o culto aos anjos uma das falsas doutrinas apresentadas em Colossos[16].Em apocalipse o anjo fala a João exortando-o a não adorá-los[17]:Pelos anjos apresentarem-se ativos nos primeiros anos da igreja hoje ainda se tenta voltar aos áureos tempos e a crença em anjos é uma dessas tentativas. Baseados nas escrituras pessoas mal intencionadas (falsos profetas da atualidade) tentam conduzir as pessoas ao erro endeusando os anjos através dos elementos imaginários judaicos extra-bíblicos. Abusando dos desejos do inconsciente coletivo que a eles agrega crenças sobre espíritos da natureza. Criando uma lista de nomes angélicos supostamente das miríades descritas nos textos canônicos.

“Há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, homem que se entregou como resgate por todos” (I Tm 2,5-6).
Entretanto não podemos ler a bíblia literalmente, e sem levar em conta o fundo histórico onde foi escrita ou mesmo assinar embaixo do catecismo da Igreja Católica quando diz: CIC 336 “Desde o início até a morte, a vida humana é cercada por sua proteção e por sua intercessão. "Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida." Ainda aqui na terra, a vida cristã participa na fé da sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens unidos em Deus[18]”.

Para os primeiros cristãos, adotar a fé cristã era sair das trevas para a maravilhosa luz de Deus, pois foram libertados por um salvador que havia “despojado os principados e potestades”. Mas devemos levar em consideração que o mundo era cercado por um medo constante onde milhões de escravos eram explorados às custas de manter um Império. A liberdade pregada pelo cristianismo, não somente era uma liberdade dos velhos deuses pagãos das crenças e do destino, mas uma expectativa de liberdade social que só hoje somos capazes de compreender.
            A Bíblia diz que Deus envia seus anjos para nos proteger, mas não diz que temos anjos pessoais e nem mesmo que todos os anjos são enviados de Deus. Com isso não se pretende negar a existência ou a ação angélica no mundo, mas sim limitar nos parâmetros que atestam as escrituras, onde os anjos são mensageiros geralmente humanos como nós e dotados do espírito Santo de Deus dispostos a obedecer a suas ordens. Assim também nos afirma Paulo quando incentiva os crentes a continuarem a demonstrar hospitalidade a estranhos, aparentemente com a expectativa de que também possam um dia receber anjos sem o perceber[19]. Por isso a melhor coisa a fazer é ficar muito atentos e cuidar bem dos anjos que por ventura cruzarem nosso caminho.






Referências


AZEVEDO, Antônio Carlos do Amaral. Dicionário Histórico de religiões. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002. 462p.

BANCROFT, D.D. Emery.H. Teologia Elementar: Doutrinária e conservadora. São Paulo: Imprensa batista Regular, 1960.378p

A BIBLIA . Tradução Ecumênica da Bíblia. São Paulo: Loyola. 1996.

A BIBLIA . Almeida Atualizada e Revisada : A Bíblia da liderança.Com notas de Jonh Maxuell. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil. 1996

CAIRNS. Earle. E. O Cristianismo Através dos Séculos: Uma Historia da Igreja Cristã. São Paulo: Vida Nova. 2008
DICIONÁRIO. Dicionário de Teologia: Conceitos fundamentais de teologia atual. Volume I. Adão-Dogma. São Paulo: Loyola, 1970.452p.

MANUAL BÍBLICO. Manual Bíblico SBB: tradução de Lailah de Noronha. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 2008.

PIÑERO. Antonio. MONNTSERRAT. José T.Textos Gnósticos Biblioteca de Nag Hammadi I.Tratados filosóficos y cosmológicos. Madri: Trotta, 2000.532p.
ROBISON, James M. A Biblioteca de Nag Hammadi.Tradução Teodoro Lorent.2.ed.São Paulo: Madras,2007.464p.

SITES:
http://digilander.libero.it/monast/angeli/porto/sono.htm
http://catecismo-az.tripod.com/conteudo/a-z/a/anjo.html






[1] BONFIGLIO, Monica. Anjos Cabalísticos, 1993.
_________ , Monica.Taro dos anjos,1994.
_________, Monica. A magia dos Anjos Cabalísticos. 1994.
[2] _______ibidem. “Li tudo sobre Helena Blavastsky, Eliphas Levi e outros alquimistas como Francis Barret. Foram mais de 2.000 obras.” P.7.
[3] BANCROFT, D.D. Emery.H. Teologia Elementar: Doutrinária e conservadora.1960.P. 290.
[4] AZEVEDO, Antônio Carlos do Amaral. Dicionário Histórico de religiões, 2002. P.35.
[5] Século XVIII.
[6] AZEVDO,2002. P. 36.
[7] TEB,1996.Jó 33:23.Mas, se houver um anjo para ele, um intérprete entre mil,/ para dar a conhecer ao homem seu dever”.
[8] DICIONÀRIO.Dicionário de Teologia: Conceitos fundamentais de teologia atual.Volume I.Adão-Dogma,1970.p. 109.
[9] Apud.CAIRNS.Earle. E. O Cristianismo Através dos Séculos: Uma Historia da Igreja Cristã.São Paulo: Vida Nova. 2008.p.571.
[10] Ibidem.
[11] CAIRNS, 2008. p. 518.”Temo cunhado por C. Peter Wagner em 1983, inclui aqueles que não tem interesse em se associar aos carisméticos pentecostais.”
[12] Ibdem.
[13] BÍBLIA. 1996.Apocalipse 19:10
[14] Ibidem.2 Coríntios 2:11-14
[15]BÍBLIA ,1996. 1  Reis 13.”Um anjo me falou por ordem do senhor, dizendo: Faze-o voltar contigo a tua casa, para que coma pão e beba água” o mesmo texto acrescenta: “Porém mentiu-lhe.
[16].ibidem. Colossenses 2:18“Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal”
[17] Ibidem. Apocalipse 19:10.  “Prostrei-me ante os seus pés para adorá-lo. Ele, porém me disse: Vê, não faças isso; sou conservo teu e de teus irmãos que mantêm o testemunho de Jesus; adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.
[18] http://catecismo-az.tripod.com/conteudo/a-z/a/anjo.html
[19] Ibidem. Hebreus 13:2.